quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Impunidade no Brasil


Impunidade no Brasil

Qual a diferença além da classe social entre um cidadão humilde que muitas vezes não tem o que comer e um engravatado político ou empresário?
 Em poucas situações vemos a justiça realmente sendo cumprida, pois quem tem dinheiro suficiente para corromper policiais, juízes e advogados, consegue seu objetivo, que é sair impune de crimes que cometeu. Agora faço outra pergunta: isso tudo é possível para quem é pobre? Não estou aqui defendendo quem comete delitos, é óbvio que no momento em que se faz algo ilícito, deve-se ter em mente as consequências que isso pode acarretar.
Fico extremamente aborrecida em saber que existem duas justiças: aquela em que julga algumas vezes sem imparcialidade, pois, por ser de uma classe mais desfavorecida, algumas pessoas  acabam sendo pré julgados e muitas vezes acusados e condenados por crimes que nem se quer cometeram (sabe-se que muitas das vezes o verdadeiro criminoso aparece anos depois, e um inocente permaneceu preso injustamente) . E uma segunda, cuja justiça é feita apenas para os poderosos.
Minha intenção aqui não é generalizar, pois graças ao caráter e ética de muitos profissionais, a justiça é feita como realmente deve ser. Apenas saliento que a justiça como um todo deveria ser revista, inclusive nosso velho código penal, cuja criação foi em 1940. Desde lá muitos costumes foram mudados, a sociedade se remodificou e os criminosos evoluíram também, com tanta tecnologia. Em 1940 as coisas não eram assim.
É lamentável saber, por exemplo, que se “considera mais grave o contrabando de remédio do que crimes gravíssimos como o estupro e a tortura ou que pune com mais rigor o ato de machucar alguém em decorrência de um acidente de trânsito não intencional a machucá-lo intencionalmente aos murros, chega-se, sem muito esforço, à conclusão de que algo definitivamente está fora da ordem no Estado que produziu essas leis”. (Gazeta do Povo)
Existe ainda a justiça feita pelas próprias mãos (autotutela), infelizmente inadequada, mas no Brasil, ainda hoje, constitui um Estado de Direito, pelo qual não é lícito fazer (ou mandar fazer) justiça pelas próprias mãos.
 Ela é reforçada pela revolta e indignação do povo diante de tanta perversidade e crueldade, onde os policiais, promotores, juízes, enfim... acabam não cumprindo seu papel. Ás vezes por falta de apoio, salário baixo, corrupção de alguns “profissionais” (se é que dá para chamá-los assim, não são dignos de serem chamados desta forma), mas nada justifica a morte de um inocente ser “esquecida” ou mal investigada por motivos ás vezes burocráticos.

Não concordo com os “justiceiros”, mas entendo a revolta e indignação. Como cidadã, fico comovida quando vejo nos noticiários, pais perdendo filhos por falta de segurança em todo o país. Eu mesma fui assaltada quatro vezes, assim como a maioria dos brasileiros já foi também, e acreditem, nenhum foi pego e condenado. Nem sequer foram encontrados.

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