terça-feira, 30 de agosto de 2011

Separação consensual e litigiosa

                 A separação não ocorre de repente, são situações que vão acumulando com o tempo e chega um momento em que (um dos ou os dois) cônjuges decidem pôr fim em algo que para eles não há mais recursos e chances de retornar ao que era antes.
Porém, há questões que devem ser consideradas, como: a) o casal tem filhos em comum? b) se tem como ficará a relação pais e filhos? c) se não, como fica a divisão de bens?
Se a separação for consensual será simples, rápida e se não houver objeções de nenhuma das partes, no prazo de cinco dias será homologado e aí, então, deverá ser averbada no registro civil. No caso de divisão de bens, deverá ser averbado no registro imobiliário. Isso tudo se os cônjuges não tiverem filhos.
Como deu para perceber, o assunto é bem amplo e complexo, pois envolvem pessoas, sentimentos e, por último, os bens.
Agora, por exemplo, no caso de uma das partes não concordarem com o pedido de divórcio ou por receio da partilha de bens, então, chamamos de separação litigiosa. Se as partes tiverem filhos, a situação fica bem mais delicada, pois devemos pensar muito mais nos filhos do que nos sentimentos homem/mulher que muitas vezes não são bons. Jamais deixe de dar atenção e carinho a eles porque nesse momento mais difícil que é para você, também será para eles, e outra situação, devemos pensar sempre no bem-estar deles.  Claro que aqui estamos expondo o assunto simples e resumidamente para que todos entendam bem, pois sabemos o quanto é difícil essa fase da vida, principalmente quando uma das partes ainda tem amor pelo outro.
A partilha envolve a quantidade de bens, o regime de bens que foi acordado no momento do casamento, a situação das duas partes e os filhos que não podem ficar desamparados nunca.
Isso irá depender de como as partes reagirão diante do divórcio. Eu creio que nenhuma das partes deve obter vantagens do ex-parceiro por raiva, mágoa ou vingança. A ideia que tenho é que se a relação não deu certo, devemos pensar nos filhos, se tivermos e refletir sobre o nosso “recomeço”.

"A Alma do Mundo"
Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamentos, não se detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver atravessado mais essa
prova em sua vida.

Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento que foi necessário enfrentar, mas na benção de Deus que
permitiu a cura.

Leve na sua memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade, e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo.

Uns queriam um emprego melhor;
outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta;
outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena;
outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos;
outros, ter pais.

Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.

Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo;
outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria:
a inferior e a superior.

A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior. Seja um eterno aprendiz na escola da vida.

A sabedoria superior tolera, a inferior julga;
a superior alivia, a inferior culpa;
a superior perdoa, a inferior condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!








Justiça para com os idosos: RESPEITO E DIGNIDADE

     
Antigamente os valores eram bem diferentes dos dias atuais, por exemplo, os filhos beijavam as mãos dos pais e pediam benção antes de dormir, hoje se levantam da mesa de jantar (isso quando jantam com a família reunida na mesa) e saem sem dar satisfações.
Quando adultos tornam-se pessoas egoístas, prepotentes e sem o mínimo respeito com quem já tem experiência de vida.
Flagrei uma cena repugnante de um jovem em uma fila de cinema indignar-se por um idoso não esperar na fila e ser preferencialmente atendido, o jovem alterou-se de um modo que me revoltou. Ora, um senhor de sessenta ou mais de idade tem direito de ser atendido sem ter de esperar. Até porque, um dia, este mesmo jovem que se revoltou e agrediu verbalmente o idoso passará pelas mesmas situações. Tomara que até lá os jovens se conscientizem do quanto é importante respeitar o próximo, independentemente de idade, opção sexual ou classe social.
O idoso no Brasil por mais que façam campanhas contra o preconceito, ainda são tratados como inúteis e muitas vezes como um fardo muito pesado em algumas famílias, esquecendo que essas pessoas tem muito que ensinar, pois os anos lhe trouxeram experiência que nenhum jovem pode adquirir tão rapidamente.
Após tanto sofrimento e sete anos tramitando no congresso, em setembro de 2003 foi criado o estatuto do idoso.  Há muito tempo essa camada social composta por nada menos do que cerca de 16 milhões de pessoas, as quais contribuíram para o crescimento dessa nação, necessitava de um microssistema jurídico que lhe conferisse maior atenção.
É conveniente para quem não admira os idosos, excluí-los, denegrir ou agredir pessoas que muitas vezes não tem nem como se defender, ou porque estão em uma idade avançada ou porque tem algum tipo de limitação próprio da idade. E mesmo com a criação do estatuto do idoso, flagramos cenas deploráveis contra eles, como casos que vemos na televisão, em que familiares instalam câmeras escondidas e conseguem provas contra os agressores.
Tempos atrás havia um respeito, uma consideração com os mais velhos e, nesse ponto, acho que não deveria mudar.
O que deveria mudar urgentemente é a cultura no país, pois no Brasil por incrível que pareça é cada um por si e Deus por todos. Não estou generalizando meu país, mas estou fazendo um alerta sério a essa classe que merece respeito e consideração.
ENVELHECER
Envelhecer é fato
Não dá pra fugir
E se hoje estamos aqui
É por causa das curvas
Do tempo que feito seus intentos
Nos envelheceu bem debaixo
Do seu nariz
O tempo passa lentamente
Junto da vida é envolvente
O tempo é uma criança
Jogando videogame
Numa tarde de janeiro
Tardes que passam bem cedo
O tempo voa! Ligeiro!
Nos sábios cabelos grisalhos
Do meu pai
Vejo como o envelhecimento
É merecimento de uma vida
Em meio a uma constelação
Envelhecer é belo
Quando o tempo não bate
Com o martelo
Na ampulheta esparramando
A areia como lágrimas
Que brilham ao Sol
De uma vida que nos castiga
Com a cisão entre a espada e o dragão
Envelhecer é o certo
Quando se quer chegar
Ao final da jornada
Sintonizado numa outra estação
Meu pai velho
É meu pai belo
Imagem neste mundo
Do pai da criação
Envelheça ao lado do seu amor
E valorize cada novo sinal que chegou
Para que juntos possam
Sentir que a sua história
Não acaba pois é uma jóia
Que brilha sempiterna
Para além da vida que o tempo nos deixou
Leonardo Daniel


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Impunidade no Brasil


Impunidade no Brasil

Qual a diferença além da classe social entre um cidadão humilde que muitas vezes não tem o que comer e um engravatado político ou empresário?
 Em poucas situações vemos a justiça realmente sendo cumprida, pois quem tem dinheiro suficiente para corromper policiais, juízes e advogados, consegue seu objetivo, que é sair impune de crimes que cometeu. Agora faço outra pergunta: isso tudo é possível para quem é pobre? Não estou aqui defendendo quem comete delitos, é óbvio que no momento em que se faz algo ilícito, deve-se ter em mente as consequências que isso pode acarretar.
Fico extremamente aborrecida em saber que existem duas justiças: aquela em que julga algumas vezes sem imparcialidade, pois, por ser de uma classe mais desfavorecida, algumas pessoas  acabam sendo pré julgados e muitas vezes acusados e condenados por crimes que nem se quer cometeram (sabe-se que muitas das vezes o verdadeiro criminoso aparece anos depois, e um inocente permaneceu preso injustamente) . E uma segunda, cuja justiça é feita apenas para os poderosos.
Minha intenção aqui não é generalizar, pois graças ao caráter e ética de muitos profissionais, a justiça é feita como realmente deve ser. Apenas saliento que a justiça como um todo deveria ser revista, inclusive nosso velho código penal, cuja criação foi em 1940. Desde lá muitos costumes foram mudados, a sociedade se remodificou e os criminosos evoluíram também, com tanta tecnologia. Em 1940 as coisas não eram assim.
É lamentável saber, por exemplo, que se “considera mais grave o contrabando de remédio do que crimes gravíssimos como o estupro e a tortura ou que pune com mais rigor o ato de machucar alguém em decorrência de um acidente de trânsito não intencional a machucá-lo intencionalmente aos murros, chega-se, sem muito esforço, à conclusão de que algo definitivamente está fora da ordem no Estado que produziu essas leis”. (Gazeta do Povo)
Existe ainda a justiça feita pelas próprias mãos (autotutela), infelizmente inadequada, mas no Brasil, ainda hoje, constitui um Estado de Direito, pelo qual não é lícito fazer (ou mandar fazer) justiça pelas próprias mãos.
 Ela é reforçada pela revolta e indignação do povo diante de tanta perversidade e crueldade, onde os policiais, promotores, juízes, enfim... acabam não cumprindo seu papel. Ás vezes por falta de apoio, salário baixo, corrupção de alguns “profissionais” (se é que dá para chamá-los assim, não são dignos de serem chamados desta forma), mas nada justifica a morte de um inocente ser “esquecida” ou mal investigada por motivos ás vezes burocráticos.

Não concordo com os “justiceiros”, mas entendo a revolta e indignação. Como cidadã, fico comovida quando vejo nos noticiários, pais perdendo filhos por falta de segurança em todo o país. Eu mesma fui assaltada quatro vezes, assim como a maioria dos brasileiros já foi também, e acreditem, nenhum foi pego e condenado. Nem sequer foram encontrados.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Amor incondicional

      
      Mãe

Hoje pensei no quanto amo minha Maria e decidi escrever sobre a pessoa mais especial desse mundo, como uma forma de  declaração mais do explícita por  essa mulher maravilhosa.
Como toda mãe muitas vezes tinha dúvidas, afinal, primeira filha, sabe como é! Mas mesmo assim sempre seguiu uma intuição inexplicável e no final tudo dava certo. E tenho certeza do qanto é maravilhoso e ao mesmo tempo dificil a tarefa de ser mãe.
Sofreu desde o inicio da gravidez, o parto inclusive foi terrivelmente forçado, então nós duas naquele momento sofremos.
Mas guerreira não desiste fácil e nos piores momentos da minha vida, ali estava ela, aquele anjo que chamo de mãe, sempre me protegendo, me guiando e dando-me lições de vida inesquecíveis.
Quando criança tentava preservar-me de momentos no mínimo desagradáveis e agradeço muito a ela por TUDO O QUE FEZ E DEIXOU DE FAZER TAMBÉM  por mim.
Resumindo, Deus enviou-me um anjo maravilhoso para dar-me muito amor, proteção e o mais importante: Aprender a viver neste mundo que infelizmente não é “paraíso”.
Mãe, tu és a razão da minha vida, exemplo de caráter, sabedoria e tomada de muito amor. Daqui a  poucos dias comemoraremos juntas a VIDA!
Agradeço  por todas as lições que me passou e irá passar ainda por muito e muitos  anos!
AMO-TE INFINITAMENTE,
                                             Luciana.GS



domingo, 21 de agosto de 2011

Relações humanas: Príncipios e valores


O homem não nasce com o conceito de família, ele vai moldando-se, evoluindo e aprendendo com o mundo tudo aquilo que para ele é importante. Mas o começo dessa caminhada é compartilhado com sua família, independentemente de ter pais biológicos ou não, graus de parentescos, ser criados por tios, avós, enfim, o que importa é o que essas pessoas terão a oferecer e o significado que elas terão no futuro.
Atualmente, creio que os conceitos de família foram se modificando de tal forma que em muitas situações inverteram-se os papéis, como por exemplo, os pais obedecendo aos filhos que por sua vez impõem suas vontades e precisam ser atendidos a qualquer custo. Será que está correto essa inversão de papéis? E as relações homem e mulher? Será que todos pensam que a promiscuidade é normal? De repente isto não afete as relações, afinal hoje em dia existe o famoso “casamento aberto”, onde cada um se relaciona com quem quiser sem se preocupar em “ter que ser fiel somente a uma pessoa”. Não tenho nada contra quem adota essa postura, mas para mim, acredito no amor, na cumplicidade e principalmente na lealdade e fidelidade que duas pessoas se propõem no momento em que decidem unir suas vidas.
Outra questão, a falta de sensibilidade no ser humano assusta cada vez mais, basta acompanharmos as notícias do mundo para vermos tamanha violência contra o próximo, que por muitas vezes sofre agressões físicas e morais por pura crueldade de quem pratica para saciar ou descontar suas frustrações em pessoas inocentes. Infelizmente em todo lugar vemos tal brutalidade, nas ruas, nos lares e até nas escolas, lugar esse que deveria ser ainda mais respeitado porque é ali o início da jornada de nossas crianças pela busca incessante de conhecimento. Elas necessitam de apoio e estímulo para continuarem essa caminhada pelo resto da vida, pois, a busca pelo conhecimento não limita-se a conclusão dos estudos, ela vai muito além, nós, aprendemos dentro e fora da escola, mas garanto que se estivermos bem amparados por nossa família e preparados para o mercado de trabalho, com certeza será menos penoso a batalha da vida.

Atos de coragem e (in) justiça

A sociedade infelizmente está cansada de tamanha impunidade, onde criminosos agem com a certeza de que nada acontecerá a eles, apesar dos esforços da polícia civil. Quanto a esse episódio extremamente desagradável é que devemos nos unir, quando digo união, digo desde os profissionais do Direito, até os trabalhadores mais humildes, porque tenho convicção de que temos a obrigação de reagirmos. Hoje quem sofreu nas mãos de bandidos foi Patricia, amanhã poderá ser o João, a Maria, o Fernando... enfim. Temos que mudar de atitude, pois hoje a repercussão é imensa, mas será que daqui a algum tempo o povo irá lembrar da barbárie que foi cometida??

Quantas vezes mais vamos presenciar pessoas inocentes serem mortas injustamente tentando combater a criminalidade. A Drª. Patrícia Lourival Acioli que foi covardemente assassinada em frente à sua casa com 21 tiros. Ali findava a vida de uma corajosa juíza, mãe de família, deixando um vazio e um sentimento de impotência para quem a admirava.

Trabalhou dignamente em prol da justiça e que em muitas tentativas solicitava proteção justamente por trabalhar com casos extremamente perigosos, pois condenava traficantes de drogas e policias participantes de grupos de extermínio e milícias. Por esses motivos recebia várias ameaças de morte e há suposição de que o crime tenha sido motivado por vingança.

Sou do Rio Grande do Sul, curso Direito, e pessoas como a Patrícia Acioli servem-me  de referência de caráter, respeito e diginadade,  para assim poder crer que é possível em nosso país  a justiça ser feita,  e apesar de não a conhecê-la pessoalmente fiquei comovida com o caso e creio que não só eu, mas todos os brasileiros ficaram chocados. A solução para a corrupção, queima de arquivos e crueldades que ocorrem só há uma solução: CORAGEM PARA DENUNCIAR.